terça-feira, 27 de julho de 2010

CAZUZA

Sempre tive um certo capricho de me propor coisas difíceis por desafio, ou por auto-afirmação. E não raro estou sempre vencendo obstáculos, conseguindo provar pra todo mundo e pra mim mesma, que aquilo que parecia utópico demais ou até impossível, com um pouco de esforço e persistência, seria realizável. Tanto que vários amigos já se acostumaram à condição e dizem, quando entro numa nova empreitada: “Pra vc vai ser tranqüilo, vc sempre consegue tudo o que quer!”. Em outras palavras, não estou acostumada a perder.

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Entretanto, tudo isso cai por terra quando o assunto envolve outra pessoa. É, porque quando depende só de mim, é quase certa a vitória. Mas quando diz respeito a sentimentos, aí a coisa complica. Não é só a MINHA vontade que está em jogo.

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Paixão, mesmo, doentia, dessas loucas e desvairadas, só senti uma vez. Tudo porque no começo, havia me proposto um desafio: o de querer o mais improvável, o mais difícil, o mais complicado de todos. Opções, havia várias na época, sempre há. Até disso posso me gabar. Mas eu quero é aquele específico q só de olhar eu já sei q vai complicar minha vida, provocar fortes dores de estômago, tremores, dúvidas, inseguranças, noites de insônia e no final, um cansaço doloroso de ter me desgastado e me rendido tanto para conseguir apenas “migalhas roídas do teu pão”. E as mentiras sinceras me interessam. Mesmo depois de todas as derrotas eu consigo arrumar algum argumento profundo, filosófico e patético para me convencer de que a tal frase lá em cima continua sendo verdadeira.

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Cinco anos atrás, prometi a mim mesma que nunca mais sentiria paixão. Esse sentimento é maléfico, é destruidor. Eu, e somente eu, sei o quanto sofri naquela época! A pessoa em questão nem teve culpa de nada, ele foi só o sorteado pelo meu desafio inescrupuloso de adorar um amor inventado. Depois disso eu desinventei o amor e fui viver outra história, linda, romântica, sem essa de auto-afirmação, apesar de continuarem os desafios do difícil e improvável, dos obstáculos e problemas. Claro, se não tivesse tudo isso, eu não suportaria ficar três anos na mesma. Descobri que ser correspondida no amor também pode ser bom, sem eliminar a montanha-russa das dificuldades.

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Agora, depois de tanta coisa e tanta experiência, as dores no estômago voltaram a me atacar. Mas eu não sou mais aquela menina boba de cinco anos atrás. Embora eu consiga enxergar nitidamente que se trata de alguém bem distante do meu mundo, a idéia do desafio me tentou e foi mais forte! Misturou um tanto de sensações, fantasias, caprichos e até um bem-querer, tudo isso recíproco, mas não necessariamente na mesma ordem e intensidade. Estou há quase oito meses viciada nessa coisa passional. Sofro, choro, grito, brigo, mas ainda estou lá e aqui, assim como ele, insistindo na montanha-russa. Dá pra perceber o quanto ele gosta disso, do complicado e inconseqüente, do proibido e perigoso. Eu também. No fundo eu gosto. No fundo, e na superfície também. É uma forma meio doida de satisfazer meus caprichos e não posso negar que esse joguinho mútuo de desejo versus indiferença torna tudo ainda mais excitante. Sinto q não vou sair dessa tão cedo. A sensação é dolorida mesmo, mas há um prazer por trás disso tudo! Sou mesmo inconsequente. É a segunda vez. Sim, eu devo estar louca por me render a uma paixão neste nível e de um jeito tão exagerado. Será esta a minha ideologia? Não sei, mas deve fazer parte do meu show!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O que faltou do sólido e do concreto

Romper uma amizade é, de longe, muito mais difícil do q romper um namoro. Principalmente qd a amizade é (ou foi) sólida, concreta, verdadeira e de muitos anos. Não acaba da noite pro dia.

Na minha vida, só tive um namoro q posso dizer q foi sólido. E foi muito sólido. Tanto, q só consigo ver coisas boas, lembranças maravilhosas, crescimento e aprendizado mútuo. Terminou pq até o que é mais sólido também pode se desmanchar um dia. Mas terminou com muito respeito, carinho e sinceridade. Claro q tiveram brigas, desentendimentos, atitudes passionais e ofensas, mas até a parte ruim tem um limite aceitável. Precisávamos tb viver a parte ruim, de uma forma ou de outra.

Quanto a amigos, já tive e tenho vários q posso chamar de sólidos, aqueles q ñ precisam estar junto todos os dias, mas q sei q estão sempre por perto (ainda q perto seja em outro estado ou país). E a amizade que tem se despedaçado é justamente a que durante anos, julguei ser a mais concreta. Também acaba. É doloroso. É um vazio gigantesco que não cabe em nenhum lugar do planeta. É um vazio que de tão vazio, chega a ser sólido e concreto.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Emprego, emprego meu...

Procurar trabalho é uma coisa. Tá, é utopia demais acreditar que encontrarei um emprego perfeito: aquele que vai explorar minhas melhores habilidades, unir minhas duas linhas de formação (Biologia e Letras), onde terei um chefe/orientador inteligente, legal e bem influente no mercado de trabalho, que me permita crescer, além de ser uma atividade prazerosa e bem remunerada! Sonhar não custa, neh?! Pois é, mas já tive alguns empregos e estágios que preenchiam mais ou menos esses requisitos aí. E continuo procurando. Tenho encontrado alguns, mas na maioria deles, eu não preencho todos os requisitos que o cargo exige. O pior é que é sempre um, um único impasse, que me deixa fora de cada seleção.

Achei muito injusto o que aconteceu em dois empregos que quase consegui recentemente. O primeiro, não pude aceitar porque exige dedicação exclusiva, o que significa deixar o curso de Letras, as línguas que faço e (pior), a pesquisa de iniciação científica que estou para começar. O segundo foi ainda mais frustrante. Perdi a vaga porque priorizaram as pessoas que já atuam como professores e também estudam, critério este q eu não entendi. Na minha opinião, quem não está trabalhando, além de precisar mais do que quem já está, tem mais tempo para se dedicar ao ofício. Eu queria muito esse trabalho e os componentes da banca até disseram que eu tinha o perfil que eles procuram. Mas, como diria um amigo meu, excelente em língua portuguesa: "acabou num dano!"

E que dano!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Auto-definição? Não é pra hoje não!

Eu acho q ñ preciso me definir não. Essa frase é bem ambígua, na verdade. Pq alguém precisa se definir? Bobagem! Deixa acontecer... Eu não acho necessário que a gente se defina de uma certa forma, pra passar a vida inteira seguindo (ou tentando seguir) aquele padrão do que se auto-definiu. Eu não sei me definir. Acho que a gente vai se conhecendo ao longo da vida, das experiências, das escolhas, das oportunidades... É um aprendizado que só acaba no dia em que a gente também acaba. Se é que um dia a gente realmente acaba!

Boas Vindas pra mim!! =)

Acho que o twitter despertou essa vontade de fazer um blog de novo. Vamos ver se ainda cola, já tive um há 5 anos... até que era bonzinho, mas cansei. Não acho que desta vez vá durar muito não, mas pelo menos aqui eu tenho mais do que 140 caracteres para me expressar...