Procurar trabalho é uma coisa. Tá, é utopia demais acreditar que encontrarei um emprego perfeito: aquele que vai explorar minhas melhores habilidades, unir minhas duas linhas de formação (Biologia e Letras), onde terei um chefe/orientador inteligente, legal e bem influente no mercado de trabalho, que me permita crescer, além de ser uma atividade prazerosa e bem remunerada! Sonhar não custa, neh?! Pois é, mas já tive alguns empregos e estágios que preenchiam mais ou menos esses requisitos aí. E continuo procurando. Tenho encontrado alguns, mas na maioria deles, eu não preencho todos os requisitos que o cargo exige. O pior é que é sempre um, um único impasse, que me deixa fora de cada seleção.
Achei muito injusto o que aconteceu em dois empregos que quase consegui recentemente. O primeiro, não pude aceitar porque exige dedicação exclusiva, o que significa deixar o curso de Letras, as línguas que faço e (pior), a pesquisa de iniciação científica que estou para começar. O segundo foi ainda mais frustrante. Perdi a vaga porque priorizaram as pessoas que já atuam como professores e também estudam, critério este q eu não entendi. Na minha opinião, quem não está trabalhando, além de precisar mais do que quem já está, tem mais tempo para se dedicar ao ofício. Eu queria muito esse trabalho e os componentes da banca até disseram que eu tinha o perfil que eles procuram. Mas, como diria um amigo meu, excelente em língua portuguesa: "acabou num dano!"
E que dano!
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